sábado, 18 de junho de 2011

Chute um título qualquer aqui

Fecha nesse resquício pensamento
a tua língua e beija apaixonada
tu e tua língua feitos de passado
em preto-e-branco procuram pra sempre

Procuram o teu velho que sumiu
talvez por um deslize do destino
talvez pelas brigas que ouviste
ou simplesmente porque é espelho
dos atos que já fiz

eu quero terminar esse escrito
mas parece que nem isso tenho poder
não tenho mais de direito nem de dizer
o meu outro lado da situação

Fico sempre entre o pensamentos
e o empecilho de não querer incomodar
te perguntar, como está?
Mas com toda a sinceridade do mundo
Você me acha um idiota.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Em favor de minhas idéia, eu que sou a lua crescente das tuas noites solitarias, te perdoei dos desabores e de toda a dor que consumi em garfadas lentas pra não vomitar. E eu me enganando fui cogitando cada velha possibilidade, me preenchendo das tuas antigas atitudes que vistas agora sempre foram a minha reprovação, meu não. Agora iluminado como ontem, e ontem mesmo cego, espero poder manter minha promessa e me esconder sem te dar mais chances de não me dar mais chances. E esperar que alguém apareça novamente.

domingo, 12 de junho de 2011

Cigarro do Ódio

Uma tragada apática olhando para o teto
A fumaça translucida vai se misturando ao ar
um gosto de saudade me abate com os olhos cerrados
e eu puxo mais um pouco do cigarro entre os dedos

Eu olho pra você, sentada ao lado
jogada sobre a cadeira de plástico
a blusa levemente erguida mostrando sua pele clara
e guarnecido me aproximo com a mão a sua cintura

Meus olhos apáticos brilham ao sorriso do sarcasmo
e num longo suspiro teu beijo-te ao pé do ouvido
eu me aproximo pelo queixo da tua boca

A fumaça ainda quente por entre os dedos
a neblina de dias menos quentes, ou mais
Apenas uma tragada pra mais uma tragédia.

21/05/10

domingo, 5 de junho de 2011

Sempre esperamos que seja eterno mesmo sabendo que o fim é proximo. Mesmo sabendo desde o início que vai dar errado e é por isso que estamos vivos...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Laysa

Eu ainda lembro de você passando por mim, fingindo que nada viu. Entrando na loja sorrindo pra atendente, virada de costas até sair passando o olho ao longe e caminhar. Levantei-me devagar te acompanhando com os olhos até perceber que você não ia voltar. Como quis chorar. Como quis esquecer que haviam pessoas ao redor de mim, ou simplesmente encontrar um canto qualquer escuro pra me jogar. Nessas horas parece que tudo é iluminado, todo canto escuro vira apenas um lugar visivel e feliz. E eu corri dali até encontrar uma cama e dormir sem hora pra acordar.

Passei alguns dias apático a tudo fingindo que nada acontecera. Até que numa noite acordei com o peito ardendo, e olhando pela janela a chuva cortando a luz dos postes chorei uma única lágrima, uma única lágrima dolorosa e amarga. Eu deveria te perguntar mas ainda não é hora. Eu não conseguiria formular um porque, um saber, um olá. Mas sei que o tempo curva meu pavor a uma simples historia triste. E este é o papel desta pequena obra, transformar minha dor em folha escrita. Talvez você apenas sorrie cinicamente pra tudo isso, mas saiba que eu simplesmente ainda acredito em ti.

domingo, 1 de maio de 2011

Leões Choram

Essa frase está em sanscrito,

é de um latim plebeu

é uma peça de Vivaldi,

um conto de cartomante.


E daquele signo do sol

esperando sentado

enquanto enxerga a presa

bebendo na beira d'agua


E a carta virada,

o oráculo biblico,

foi uma gota salgada

naquele mar estático.


Acertou meu calcanhar

pintei a tela à sangue

ganhei a cartola do Casmurro

e chorei a estrela da luz.

Conversa

Quando a tristeza amarga o coração..
e a individualidade atinada me cobre
Eu começo a pensar em desatinos..
e meios de me sentir bem pelo menos a curto prazo..
com a desgraça planejada de alguém.