Eu chorei a muito custo
e escrevo porque não consigo
derramar todas as lágrimas
O ódio era de te pegar pelo braço
te arrancar do pedestal de medo
e de dar um tapa por precaução.
Não fiz, apenas me levantei e caminhei
andei pra longe das pessoas,
me escondi num canto e chorei uma lágrima
Se vou levantar a cabeça? Se estiver vivo.
Não tenho o luxo de parar
tenho que continuar o caminho.
Eu não queria
mas acho simplesmente
que é o fim.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Sangue e o Observar dos Passáros
Existem drasticamente duas formas de escrever, com tinta ou com sangue. A primeira se vale da racionalização dos sentimentos e a segunda do oposto sentimental da razão. A proposta do primeiro é explicar e a da outra desentender. O amor também não se explica de forma segura, amamos o que não queremos e o que queremos, deixamos.
Queria amar, mas infelizmente o mundo toma proporções em que a simplicidade de vida também deixa vazios. O aproveitar enquanto der é seco, sexo. Não sei explicar mas entendi os sorrisos. Armas tão menos preciosas, surgem pra me encurralar.
Me dói na alma, mas você é muito mais bonita voando que na minha mão. Que voe, parece que essa é a verdade e mudar isso seria um pecado, saboroso aliás.
Continuarei neste vagar com a pena vermelha-ensanguentada enquanto puder, vai que sana a ferida. Ou não...
Queria amar, mas infelizmente o mundo toma proporções em que a simplicidade de vida também deixa vazios. O aproveitar enquanto der é seco, sexo. Não sei explicar mas entendi os sorrisos. Armas tão menos preciosas, surgem pra me encurralar.
Me dói na alma, mas você é muito mais bonita voando que na minha mão. Que voe, parece que essa é a verdade e mudar isso seria um pecado, saboroso aliás.
Continuarei neste vagar com a pena vermelha-ensanguentada enquanto puder, vai que sana a ferida. Ou não...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O Andarilho no Deserto
Folhas caem sonolentas pelas beiradas
me emprestam a direção do vento
pra seguir na direção do catavento antigo,
Era o tempo dando volta nele mesmo e em mim
E este somente-nada que preenche o vazio
da casa sem quintal, de prato sem colher
que continua tocando minha ópera eterna
Era o tempo dando volta nele mesmo e em mim
Ainda pude caminhar a minha vida
e a soltei numa aureola de fumaça no ópio
Idéias vazias de contéudo algum e inteligível
Sem consciência das vinte e quatro estradas
e nem de quantas eu já passei do ponto de descanso.
Descaso é o tempo dando volta nele mesmo e em mim.
me emprestam a direção do vento
pra seguir na direção do catavento antigo,
Era o tempo dando volta nele mesmo e em mim
E este somente-nada que preenche o vazio
da casa sem quintal, de prato sem colher
que continua tocando minha ópera eterna
Era o tempo dando volta nele mesmo e em mim
Ainda pude caminhar a minha vida
e a soltei numa aureola de fumaça no ópio
Idéias vazias de contéudo algum e inteligível
Sem consciência das vinte e quatro estradas
e nem de quantas eu já passei do ponto de descanso.
Descaso é o tempo dando volta nele mesmo e em mim.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Monologo do meu homônimo Leopoldo.
Surpreso? Você deve estar tanto quanto eu estou louco. É de se esperar que não entendesse. Eu explico pra que vá embora de uma vez.
Eu resolvi me vingar. E seria até fácil acabar com toda a vidinha que trocara. Eram dois tiros, um nele e outro em você. O nele seria o da vingança e em você o da confissão, arrependimento e finalmente de perdão. Seria simples e eu não precisaria perder minha vida nisto tudo.
Lembrei agora do conto da cartomante. Mesma coisa, um destino travado pelo engano e pela apreensão. Mas não... A vingança nos dá lucidez e resolvi que tudo isso não vale o menor esforço. Esse meu demonio me disse isso...
"Quando no teu leito já velha olhar pra trás e lembrar teus dias lembra de mim e chora do futuro que não teve e da morte que já terias..."
Sim, acabei... Vá, vá sua idiota... Vá embora com sentença de liberdade perpetua. Vai que eu vou dormir agora. BATE A PORTA, CARALHO!
Eu resolvi me vingar. E seria até fácil acabar com toda a vidinha que trocara. Eram dois tiros, um nele e outro em você. O nele seria o da vingança e em você o da confissão, arrependimento e finalmente de perdão. Seria simples e eu não precisaria perder minha vida nisto tudo.
Lembrei agora do conto da cartomante. Mesma coisa, um destino travado pelo engano e pela apreensão. Mas não... A vingança nos dá lucidez e resolvi que tudo isso não vale o menor esforço. Esse meu demonio me disse isso...
"Quando no teu leito já velha olhar pra trás e lembrar teus dias lembra de mim e chora do futuro que não teve e da morte que já terias..."
Sim, acabei... Vá, vá sua idiota... Vá embora com sentença de liberdade perpetua. Vai que eu vou dormir agora. BATE A PORTA, CARALHO!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Resgatando meu nome II
Nasci um garoto ajeitado de cabelos loiros encaracolados, nasci um Guerreiro. Dava pra ver naqueles dois primos a ordem, a respeitabilidade, o futuro perfeito que teriam num ótimo emprego e com familias conservadoras que teriam de cuidar. E tudo aconteceria como planejado se com o passar dos anos nascesse no pequeno menino um ardor, um calor vindo das suas origens indigenas, nordestinas...
Sua aparência era de um Guerreiro. Um sulista e suas tradições com os olhos do velho continente, lá pra Portugal, mas sua alma não era daquela terra. Ele sentia dentro dele a correria entre a mata na chuva, o som do pífaro e da zabumba. Ele gostava da rima, da musicalidade, do sotaque nordestino. Gostava da chuva, dos pés no chão gelado, do barulho do banzeiro do rio...
E quando menino sua vó dizia que ele deveria namorar qualquer menina, mas só não podia as pretinhas. Ele já se perguntava, porque? E crescendo olhava pra elas e se perguntava porque não poderia? Porque não podia se era exatamente aquela cor que o encantava...
Me encanta porque eu sou sim, negro e indio. Sou nordestino, sou sulista, sou paulistano, carioquinha... Sou tudo, todas as terras, todas as pessoas, todos os sorrisos. E esse amor, esse amor que eu tenho por mim mesmo e por todos, essa vontade de gritar que as vezes engata na garganta é que vai ser rasgado no meu futuro.
Minha paixão, cultura.
Pessoas, vida.
Alegria, choro divido.
Minha pessoa, todas.
Não posso te salvar de nada, mas posso dividir tudo o que vivo com você. Quer?
Sua aparência era de um Guerreiro. Um sulista e suas tradições com os olhos do velho continente, lá pra Portugal, mas sua alma não era daquela terra. Ele sentia dentro dele a correria entre a mata na chuva, o som do pífaro e da zabumba. Ele gostava da rima, da musicalidade, do sotaque nordestino. Gostava da chuva, dos pés no chão gelado, do barulho do banzeiro do rio...
E quando menino sua vó dizia que ele deveria namorar qualquer menina, mas só não podia as pretinhas. Ele já se perguntava, porque? E crescendo olhava pra elas e se perguntava porque não poderia? Porque não podia se era exatamente aquela cor que o encantava...
Me encanta porque eu sou sim, negro e indio. Sou nordestino, sou sulista, sou paulistano, carioquinha... Sou tudo, todas as terras, todas as pessoas, todos os sorrisos. E esse amor, esse amor que eu tenho por mim mesmo e por todos, essa vontade de gritar que as vezes engata na garganta é que vai ser rasgado no meu futuro.
Minha paixão, cultura.
Pessoas, vida.
Alegria, choro divido.
Minha pessoa, todas.
Não posso te salvar de nada, mas posso dividir tudo o que vivo com você. Quer?
Boa noite, Isaac de Paula Guerreiro.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A Humildade
Foi erguido na praça central meu busto
de cinza e cobre pra lembrar do grande homem
e no dia de abertura fui chamado pras honras
neguei aos pedidos, mas fui intimado
E eles me receberam sorridentes
e eu erguendo vi no meio da praça
era um homem, mas não era o meu rosto
a barba caida, o rosto sério e contraído.
Eu fiquei perguntando quem era,
e elas riam-se me chamando de gozador
e totalmente confuso era empurrado pra escultura
olhei aquele ser nos seus olhos negros
e logo abaixo estava escrito numa placa brilhante:
eis o homem que salvou cidade do pecado.
("Preferia mil vez meu estado deturbado que esta mascará de polidez que me esconde."Pecado nº2 - A Humildade)
de cinza e cobre pra lembrar do grande homem
e no dia de abertura fui chamado pras honras
neguei aos pedidos, mas fui intimado
E eles me receberam sorridentes
e eu erguendo vi no meio da praça
era um homem, mas não era o meu rosto
a barba caida, o rosto sério e contraído.
Eu fiquei perguntando quem era,
e elas riam-se me chamando de gozador
e totalmente confuso era empurrado pra escultura
olhei aquele ser nos seus olhos negros
e logo abaixo estava escrito numa placa brilhante:
eis o homem que salvou cidade do pecado.
("Preferia mil vez meu estado deturbado que esta mascará de polidez que me esconde."Pecado nº2 - A Humildade)
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