Eu ainda lembro de você passando por mim, fingindo que nada viu. Entrando na loja sorrindo pra atendente, virada de costas até sair passando o olho ao longe e caminhar. Levantei-me devagar te acompanhando com os olhos até perceber que você não ia voltar. Como quis chorar. Como quis esquecer que haviam pessoas ao redor de mim, ou simplesmente encontrar um canto qualquer escuro pra me jogar. Nessas horas parece que tudo é iluminado, todo canto escuro vira apenas um lugar visivel e feliz. E eu corri dali até encontrar uma cama e dormir sem hora pra acordar.
Passei alguns dias apático a tudo fingindo que nada acontecera. Até que numa noite acordei com o peito ardendo, e olhando pela janela a chuva cortando a luz dos postes chorei uma única lágrima, uma única lágrima dolorosa e amarga. Eu deveria te perguntar mas ainda não é hora. Eu não conseguiria formular um porque, um saber, um olá. Mas sei que o tempo curva meu pavor a uma simples historia triste. E este é o papel desta pequena obra, transformar minha dor em folha escrita. Talvez você apenas sorrie cinicamente pra tudo isso, mas saiba que eu simplesmente ainda acredito em ti.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Leões Choram
Essa frase está em sanscrito,
é de um latim plebeu
é uma peça de Vivaldi,
um conto de cartomante.
E daquele signo do sol
esperando sentado
enquanto enxerga a presa
bebendo na beira d'agua
E a carta virada,
o oráculo biblico,
foi uma gota salgada
naquele mar estático.
Acertou meu calcanhar
pintei a tela à sangue
ganhei a cartola do Casmurro
e chorei a estrela da luz.
é de um latim plebeu
é uma peça de Vivaldi,
um conto de cartomante.
E daquele signo do sol
esperando sentado
enquanto enxerga a presa
bebendo na beira d'agua
E a carta virada,
o oráculo biblico,
foi uma gota salgada
naquele mar estático.
Acertou meu calcanhar
pintei a tela à sangue
ganhei a cartola do Casmurro
e chorei a estrela da luz.
Conversa
Quando a tristeza amarga o coração..
e a individualidade atinada me cobre
Eu começo a pensar em desatinos..
e meios de me sentir bem pelo menos a curto prazo..
com a desgraça planejada de alguém.
e a individualidade atinada me cobre
Eu começo a pensar em desatinos..
e meios de me sentir bem pelo menos a curto prazo..
com a desgraça planejada de alguém.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Meu teatrinho
Eu chorei a muito custo
e escrevo porque não consigo
derramar todas as lágrimas
O ódio era de te pegar pelo braço
te arrancar do pedestal de medo
e de dar um tapa por precaução.
Não fiz, apenas me levantei e caminhei
andei pra longe das pessoas,
me escondi num canto e chorei uma lágrima
Se vou levantar a cabeça? Se estiver vivo.
Não tenho o luxo de parar
tenho que continuar o caminho.
Eu não queria
mas acho simplesmente
que é o fim.
e escrevo porque não consigo
derramar todas as lágrimas
O ódio era de te pegar pelo braço
te arrancar do pedestal de medo
e de dar um tapa por precaução.
Não fiz, apenas me levantei e caminhei
andei pra longe das pessoas,
me escondi num canto e chorei uma lágrima
Se vou levantar a cabeça? Se estiver vivo.
Não tenho o luxo de parar
tenho que continuar o caminho.
Eu não queria
mas acho simplesmente
que é o fim.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Sangue e o Observar dos Passáros
Existem drasticamente duas formas de escrever, com tinta ou com sangue. A primeira se vale da racionalização dos sentimentos e a segunda do oposto sentimental da razão. A proposta do primeiro é explicar e a da outra desentender. O amor também não se explica de forma segura, amamos o que não queremos e o que queremos, deixamos.
Queria amar, mas infelizmente o mundo toma proporções em que a simplicidade de vida também deixa vazios. O aproveitar enquanto der é seco, sexo. Não sei explicar mas entendi os sorrisos. Armas tão menos preciosas, surgem pra me encurralar.
Me dói na alma, mas você é muito mais bonita voando que na minha mão. Que voe, parece que essa é a verdade e mudar isso seria um pecado, saboroso aliás.
Continuarei neste vagar com a pena vermelha-ensanguentada enquanto puder, vai que sana a ferida. Ou não...
Queria amar, mas infelizmente o mundo toma proporções em que a simplicidade de vida também deixa vazios. O aproveitar enquanto der é seco, sexo. Não sei explicar mas entendi os sorrisos. Armas tão menos preciosas, surgem pra me encurralar.
Me dói na alma, mas você é muito mais bonita voando que na minha mão. Que voe, parece que essa é a verdade e mudar isso seria um pecado, saboroso aliás.
Continuarei neste vagar com a pena vermelha-ensanguentada enquanto puder, vai que sana a ferida. Ou não...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O Andarilho no Deserto
Folhas caem sonolentas pelas beiradas
me emprestam a direção do vento
pra seguir na direção do catavento antigo,
Era o tempo dando volta nele mesmo e em mim
E este somente-nada que preenche o vazio
da casa sem quintal, de prato sem colher
que continua tocando minha ópera eterna
Era o tempo dando volta nele mesmo e em mim
Ainda pude caminhar a minha vida
e a soltei numa aureola de fumaça no ópio
Idéias vazias de contéudo algum e inteligível
Sem consciência das vinte e quatro estradas
e nem de quantas eu já passei do ponto de descanso.
Descaso é o tempo dando volta nele mesmo e em mim.
me emprestam a direção do vento
pra seguir na direção do catavento antigo,
Era o tempo dando volta nele mesmo e em mim
E este somente-nada que preenche o vazio
da casa sem quintal, de prato sem colher
que continua tocando minha ópera eterna
Era o tempo dando volta nele mesmo e em mim
Ainda pude caminhar a minha vida
e a soltei numa aureola de fumaça no ópio
Idéias vazias de contéudo algum e inteligível
Sem consciência das vinte e quatro estradas
e nem de quantas eu já passei do ponto de descanso.
Descaso é o tempo dando volta nele mesmo e em mim.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Monologo do meu homônimo Leopoldo.
Surpreso? Você deve estar tanto quanto eu estou louco. É de se esperar que não entendesse. Eu explico pra que vá embora de uma vez.
Eu resolvi me vingar. E seria até fácil acabar com toda a vidinha que trocara. Eram dois tiros, um nele e outro em você. O nele seria o da vingança e em você o da confissão, arrependimento e finalmente de perdão. Seria simples e eu não precisaria perder minha vida nisto tudo.
Lembrei agora do conto da cartomante. Mesma coisa, um destino travado pelo engano e pela apreensão. Mas não... A vingança nos dá lucidez e resolvi que tudo isso não vale o menor esforço. Esse meu demonio me disse isso...
"Quando no teu leito já velha olhar pra trás e lembrar teus dias lembra de mim e chora do futuro que não teve e da morte que já terias..."
Sim, acabei... Vá, vá sua idiota... Vá embora com sentença de liberdade perpetua. Vai que eu vou dormir agora. BATE A PORTA, CARALHO!
Eu resolvi me vingar. E seria até fácil acabar com toda a vidinha que trocara. Eram dois tiros, um nele e outro em você. O nele seria o da vingança e em você o da confissão, arrependimento e finalmente de perdão. Seria simples e eu não precisaria perder minha vida nisto tudo.
Lembrei agora do conto da cartomante. Mesma coisa, um destino travado pelo engano e pela apreensão. Mas não... A vingança nos dá lucidez e resolvi que tudo isso não vale o menor esforço. Esse meu demonio me disse isso...
"Quando no teu leito já velha olhar pra trás e lembrar teus dias lembra de mim e chora do futuro que não teve e da morte que já terias..."
Sim, acabei... Vá, vá sua idiota... Vá embora com sentença de liberdade perpetua. Vai que eu vou dormir agora. BATE A PORTA, CARALHO!
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